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Entrevista com a banda Nooma

  • Como começou a banda?

Diego (baterista): Eu e o Rafael nos conhecemos através do Ari, que é um amigo nosso, a princípio estávamos mantendo contato pela internet porque eu ia casar, e só depois do casamento que começamos o projeto de fato, mas antes disso foi basicamente durante um ano conversando para ajustar o que é a Nooma hoje.

  • Quem sugeriu o nome da banda? E qual o significado?

Rafael (guitarrista): Eu sugeri o nome da banda e até por coincidência tem uma série de vídeos de um pastor americano com o mesmo nome. Só que Nooma vem de “Pneuma” do grego antigo, que significa sopro de vida e tem um significado filosófico, que diz: “É uma força superior que move todas as coisas”. Com base na ideia que temos de banda esse nome se enquadra muito.

  • Vocês acabaram de lançar o EP, as expectativas que tiveram antes se confirmaram depois do lançamento?

Pablo (guitarrista): Foi um pouco além, tivemos um retorno muito bacana de uma galera no qual não esperávamos, alcançamos pessoas que não tem contato com o meio cristão, então tivemos uma boa receptividade da maior parte desse pessoal, e isso nos surpreendeu positivamente.

 

  • Percebemos que o EP tem um símbolo, uma pena, tem algum significado por trás desse símbolo?

Rafael (guitarrista): A ideia inicial de quando começamos a rascunhar a capa, é que a pena tivesse um rachado no funda dela, no qual simboliza algo leve mas que tem uma força/impacto pra quebrar as coisas. Isso se assemelha muito ao nosso som, algo sensível mas que causa impacto e acaba tendo uma ligação também com o significado do nome da banda.

 

  • A banda tem como estilo o post – rock, mas por que esse estilo? Pode se dizer que é um estilo no qual vocês escutam durante o dia?

Pablo (guitarrista): O Post-rock nos influencia musicalmente e nossos timbres se assemelham a ele, mas não é só esse estilo que ouvimos até porque somos músicos, podemos dizer que temos como vertente o post – rock, mas que buscamos em outros estilos com o objetivo de completar o nosso som.

 

Diego (baterista): Falando musicalmente o que melhor nos enquadra é o lance do alternativo, porque tem um pouco do post- rock tem a influência do eletrônico, no qual o Pablo trouxe, então junta tudo isso, apesar do post – rock ser o estilo primordial, que amarra as texturas do timbres, nós temos muito influência do alternativo também.

  • A banda já teve alguma parceria dos sonhos?

Diego (baterista): Assim não é só questão de sorte, mas Deus foi muito bondoso com a gente logo no primeiro EP, porque quando pensamos na questão do queremos fazer com a música à uma pontualidade das pessoas no mercado que entendem essa proposta. E quando comunicamos que queríamos gravar uma single, a proposta nem era o EP e sim uma single, e logo de fato pensamos no Duda (produtor musical), e foi tão incrível que falamos com ele na sexta e no sábado ele já começou com o projeto dele “Meu EP”, então teve uma coincidência muito grande e isso acarretou uma ótima afinidade, ele entende o que queremos de fato; ele consegue extrair o melhor de nós musicalmente.

 

Pablo (guitarrista): E além de tudo dá certo, podemos dizer que tudo que fazemos já vem de parcerias desejadas e sonhadas. Desde da pena, que o Victor (tatuador) que fez até as pessoas que vem até nós querendo colaborar, essa é a essência, muita gente chegando até a banda com objetivo de colaborar pra algo maior, que nem nós mesmos sabemos o que é.

 

Rafael (guitarrista): Nós ficamos até constrangidos com isso; com a quantidade de pessoas querendo disponibilizar da sua habilidade pra somar com a gente. Tem toda uma equipe disposta a nos ajudar, então podemos dizer que estamos vivendo este sonho e que ele nunca mais vai acabar.

  • Vocês se definem como banda gospel ou são cristãos que fazem arte musical?

Pablo (guitarrista): O segmento em si ta muito estranho, porque quando colocamos na caixa do gospel de certa forma limitamos muita pessoas de ouvir o nosso som, então fazemos músicas, a banda tem um propósito que é o Reino e quem quiser ouvir vai ouvir, seja cristão ou não. A nossa essência é Cristo e o que sai da gente nós não limitamos.

 

Diego (baterista): O que fazemos é a música não religiosa, a questão é exatamente essa. Como Pablo colocou, sabemos quem é a fonte/ a inspiração, e isso vai refletir na arte, e quando se faz com naturalidade ocorre a consequência de não caber em nenhum lugar, ao mesmo tempo incluindo em tudo, tanto o meio secular como meio cristão.

 

Rafael (guitarrista): O que denomina é que somos cristãos e fazemos músicas com o que brota do nosso coração pra todo mundo ouvir, não nos enquadramos em um rótulo.

 

  • Sabemos que a frase “Unidos pelo reino” resumem vocês. A união é um alicerce pra banda em geral?

Rafael (guitarrista): Sim, não só com nós três que temos caminhado, mas voltando a questão das parcerias, temos toda uma equipe que vive e convive com a gente. Um exemplo, é algo no qual prezamos naturalmente. Ficamos um tempo sem baixista e até tem um rapaz tocando com a gente, mas não é fixo, e como dilema, procuramos um baixista fixo que entenda esse propósito; que não é simplesmente só tocar, mas que caminhe junto mesmo. Nós não nos resumimos com apenas uma banda, mas uma irmandade em si.

 

Pablo (guitarrista): Nós temos uma parceria muito grande, na composição; em tudo melhor dizendo e isso é muito claro porque somos muito colaborativos um com o outro. É uma característica da Nooma em si, todo mundo com todo mundo.

 

Diego (baterista): A questão é essa: A Nooma é o que é por conta de relacionamentos, seja só de nós três ou seja das pessoas que estão ao nosso redor. E a música é somente um parte disso tudo, porque nós entendemos essa dimensão de relacionamento tão grande, de forma que não somos só uma banda, á uma amizade/ um companheirismo, que acarreta até compartilhamentos de problemas, entre outras coisas.

 

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