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Larry Norman: O pai do rock cristão

Larry Norman


Nome completo     Larry David Norman
Também conhecido(a) como     “Pai do Rock cristão”
Nascimento     8 de abril de 1947
Origem     Corpus Christi, Texas
País      Estados Unidos
Data de morte     24 de fevereiro de 2008 (60 anos)
Gênero(s)     Rock cristão
Instrumento(s)     Guitarra, Voz
Período em atividade     1966-2006
Gravadora(s)     Capitol Records, MGM Records, Solid Rock, Phydeaux
Afiliação(ões)     People!, Randy Stonehill, DC Talk, Grammatrain
Página oficial     larrynorman.com

Larry David Norman (Corpus Christi, 8 de abril de 1947 – Salem, 24 de fevereiro de 2008):

Músico, compositor e produtor norte-americano, começou a gravar em 1966, mas surgiu para a fama como homem de frente da banda de rock People!. O primeiro álbum da banda, “I Love You”, lançado em 1968 teve a música de mesmo nome, (escrita por Chris White do The Zombies), entre as 20 mais tocadas da Billboard. Norman, no entanto, com frequência é lembrado como o “pai” do Rock Cristão e por sua música caracterizada fortemente por uma inclinação em contextualizar o cristianismo dentro dos mais diversos assuntos da sociedade.

 

Carreira

Após despontar no meio musical com a banda People! Norman deixou a banda e lançou seu primeiro álbum solo, Upon This Rock, em 1969. Uma de suas mais memoráveis músicas é “I Wish We’d All Been Ready” (Eu queria que todos estivessem prontos), que se tornou um clássico e foi gravada por muitos artistas. Embora Norman não fosse o primeiro, havia muito poucos artistas gravando Rock and Roll com mensagens cristãs na época, possivelmente pela associação que esse tipo de música tinha com o secularismo e a hostilidade à religião tradicional instituída. Larry Norman mudou isso e abriu a porta para outros artistas com seu clássico de 1972 “Why Should The Devil Have All The Good Music” (Por que o diabo tem que ficar com toda boa música?), na qual ele recusa essa noção e mostra que alguém pode ser um cristão e ouvir Rock.

Sua aparição ao lado de Billy Graham na convenção de jovens Explo 72 causou um forte impulso em sua carreira, mas a estrada raramente foi fácil para Norman. Seus lisos cabelos quase brancos até os ombros, jeans, camiseta e tiradas agudas contra influências seculares no meio cristão, não ajudavam muito na hora de fazer amigos entre os da geração mais antiga na igreja. Enquanto isso, jovens (religiosos e não-religiosos) compravam seus discos e afluíam em massa aos seus concertos.

Seus álbuns eram uma mistura de rock pesado, com letras geralmente sérias, mas também ocasionalmente descontraídas, (especialmente quando atuando com seu melhor amigo Randy Stonehill, cujos primeiros álbuns foram produzidos por Norman, no início dos anos 70).

No final dos anos 70, Norman fundou a gravadora Solid Rock Records, que viria lançar Welcome to Paradise and The Sky Is Falling, de Stonehill, Horrendous Disc, de Daniel Amos, A View From The Bridge, de Tom Howard e Appalachian Melody, de Mark Heard entre outros títulos de vários artistas e seus próprios.

Norman sofreu, em 1978, um grave acidente a bordo de um avião, quando a porta de compartimento de bagagens abriu ferindo sua cabeça. Pelos doze anos seguintes ele não gravaria nenhum álbum de estúdio. Paralelo a isso, uma disputa com a Word Records levou a Solid Rock à suspender suas atividades. Norman, mudou-se para a Europa e fundou o selo Phydeaux. Em 1992, um forte ataque cardíaco deixa Norman com uma expectativa de vida de uma semana. Ele sobrevive a uma cirurgia de alto-risco, mas fica com algumas seqüelas cardio-respiratórias. Mesmo assim, continua a se apresentar sem regularidade.

Em 2001, juntamente com Elvis Presley, Norman foi recebido no Hall da Fama da música Gospel[3] . É neste ano também que ele sofre uma revascularização cardíaca quádrupla e anuncia sua aposentadoria. Em Dezembro de 2003 ele realiza o seu concerto “de despedida”. Em 2005, dois novos concertos de despedida são anunciados, um na Noruega e outro em sua cidade de adoção, Salem, que acabou sendo de fato o último deles. Naquela data, Norman declarou ao público: “Até onde posso dizer, esta é a última vez que terei condições de tocar na América, na Europa e no planeta Terra” .

 

Polemicas

“God” é uma das canções mais emblemáticas de John Lennon. Presente em Plastic Ono Band (1970), primeiro álbum solo após ele deixar os Beatles, marcou época por sua letra, onde o compositor lista uma enormidade de pessoas, crenças e sentimentos em que não acredita causando  enorme discussão e controvérsia quando foi lançada, pois continha uma letra abertamente anti-religião e um longo discurso onde John gritava ao mundo a lista de personalidades, crenças e sentimentos nos quais não acreditava, fechando com a famosa frase “the dream is over”, adotada como lema pelos milhões de Beatlemaníacos de todo o planeta após o fim da banda inglesa.

O verso inicial de “God” tem John Lennon afirmando que “Deus é um conceito pelo qual medimos nossa dor”, frase que é repetida pelo artista para reafirmar o seu ponto de vista. Após essa introdução, o Beatle declama a sua famosa lista de “don’t believes”, citando, em sequência, a magia, I-Ching, a bílbia, o tarô, Hitler, Jesus, John Kennedy, Buda, Mantra, Gita, a ioga, reis, Elvis Presley, Bob Dylan e, finalmente, os Beatles. Para então afirmar, de maneira clara e eloquente, que só acredita em si mesmo e em Yoko. A parte final é um dos mais belos momentos do Lennon letrista, onde John canta que “essa é a realidade, o sonho acabou, o que posso dizer?”, completando que “antes eu era um apanhador de sonhos, mas agora renasci, antes eu era a morsa (em alusão à canção “I Am the Walrus”), mas agora sou apenas John”, fechando com um pedido: “Então, caros amigos, você precisam continuar, o sonho acabou”.

Porém, o ataque mais direto ao clássico de John está em “God Part III”, faixa composta e gravada pelo norte-americano Larry Norman, um dos pioneiros do rock cristão. A música está em Stranded in Babylon, disco lançado por Norman em 1991. Seguindo uma melodia semelhante à canção original, Norman dispara contra John e os Beatles sem dó nem piedade. A letra já começa com um sonoro “I don’t believe in Beatles, I don’t believe in rock”, para depois polemizar com a frase “você pode facilmente abater o número 1 com uma bala”, uma clara referência ao assassinato de Lennon, em 8 de dezembro de 1980. As críticas à trajetória de John seguem, com Norman afirmando que “não acredita na revolução ou em palavras vazias sobre a paz”, referindo-se ao clássico “Revolution”, dos Beatles, e à “Imagine”, “Give Peace a Chance” e a cruzada de John e Yoko pela paz em todo o mundo no início da década de 1970, quando o casal concedeu diversas entrevistas em uma cama de hotel. O ápice da canção é uma antítese à letra de Lennon, com Norman cantando repetidamente o verso “I believe in God”.

Influências

Muitos artistas foram influenciados pela música de Norman, incluindo Frank Black do Pixies, que chegou a fazer uma versão de uma das canções de Norman, “Six-Sixty-Six” em seu álbum Frank Black & the Catholics. Durante a canção “Levitate Me”, Black diz: “Come on pilgrim, you know He loves you!” (Venha peregrino, você sabe que Ele te ama) – uma frase que Norman incluiu no final de sua música “Watch What You’re Doing”. Black foi um dos convidados especiais do concerto de Norman em Junho de 2005, em Salem, juntando-se a Norman na execução da canção “Watch What You’re Doing”.

Outros artistas como dc Talk, Guns N’ Roses e U2 dizem-se fãs de Norman. Dizzy Reed, tecladista do Guns N’ Roses, tocou no álbum de Larry Copper Wires de 1998. Enquanto Norman gravava no AIR Studios de George Martin em 1974, Paul MacCartney declarou em entrevistas que Norman poderia ter sido um dos mais significativos artistas dos anos 70, se ele não se restringisse a temas espirituais. Bono e The Edge, do U2, também são fãs. Há um rumor de que Pete Townshend, da banda The Who, inspirou-se na idéia do musical “Tommy” de uma similar ópera-rock de Norman, escrita no final do ano de 1960.

Em anos recentes Larry Norman foi redescoberto por grupos contemporâneos, como dc Talk, Rebecca St. James, Audio Adrenaline, que gravaram e apresentaram sua música a uma nova geração de admiradores.

Larry Norman popularizou o gesto da mão fechada com o dedo indicador apontando para o céu. O sinal, sintetizava a idéia do “One Way to Heaven” (Um só Caminho para o Céu) e transformou-se em marca registrada de Norman .

Em 1990, os desenhistas da série de televisão Os Simpsons criaram uma edição limitada de história em quadrinhos caracterizando Norman como um personagem do desenho. Foram também vendidos relógios que caracterizavam Norman em amarelo e com três dedos (como os Simpsons).
Despedida

Larry Norman se foi às 2:45h da manhã de domingo. No sábado à tarde anterior, 23 de fevereiro, sentindo que sua partida estava próxima, ele ditou uma mensagem de despedida aos amigos e admiradores, e pediu a seu amigo Allen Fleming que a digitasse no computador

“Eu me sinto como um brinde numa caixa de guloseimas com a mão de Deus tentando me alcançar. Tenho estado sob cuidados médicos por meses. Minhas lesões estão piorando. Tenho dificuldades para respirar. Estou pronto para voar para casa. Não vou estar por aqui por muito tempo. Não há nada que eu possa fazer sobre isso. Meu coração está muito fraco. Eu desejo dizer adeus a todos. No passado vocês generosamente me sustentaram com suas orações e finanças e eu provavelmente ainda vou precisar de ajuda financeira. Meu plano é ser sepultado em um caixão simples de pinho, com algumas flores dentro. Eu gostaria de afastar a escuridão com meu mais nobre esforço. Haverá informações sobre o funeral no meu website, em caso de algum de vocês desejar comparecer. Nós não estamos certos da data em que vou morrer. Adeus, até logo, nos veremos de novo.

Adeus, até logo, nos veremos de novo

Em algum lugar além do céu

Eu oro para que vocês fiquem com Deus

Adeus, meus amigos, adeus.

 

Homenagens

Os Estados Unidos, na Biblioteca do Congresso escolheu um álbum de Larry Norman para ser considerado um tesouro nacional. O outro álbum de rock era Joshua Tree, do U2 (que descreve uma visão do U2 sobre a América). Esta honra concedida a Larry é que os critérios para que a música fosse escolhida para ser incluída na Biblioteca do Congresso não tinha nada a ver com as vendas de álbuns ou popularidade, mas sim, cada álbum foi considerado “culturalmente, historicamente ou esteticamente significante . Basta tentar imaginar todos os álbuns que tiveram que escolher!

 

Discografia

1960’s

Upon This Rock, 1969 álbum

1970’s

Street Level, 1970 álbum
Bootleg, 1971 álbum
Only Visiting This Planet, 1972 álbum
So Long Ago the Garden, 1973 álbum
In Another Land, 1976 álbum
Streams of White Light, 1977 álbum
Larry Norman, 1977 collection (frequentemente referido como ‘Starstorm’)

1980’s

The Israel Tapes, 1980 live álbum
Roll Away The Stone, 1980 live álbum
Something New under the Son, 1981 álbum
Larry Norman And His Friends On Tour, 1981 live álbum
Barking At The Ants, 1981 collection with other artists
Letter Of The Law, 1982 álbum
Labor Of Love, 1982 álbum
The Story Of The Tune, 1983 álbum
Come As A Child, 1983 live álbum
Quiet Night, 1984 álbum
bArchaeology, 1984 collection
Stop This Flight, 1985 álbum
Back To America, 1985 collection
Down Under (But Not Out) 1986 álbum
Rehearsal For Reality, 1986 álbum
The Best Of The 2nd Trilogy, 1988 collection
White Blossoms From Black Roots, 1989 álbum
Home at Last, 1989 álbum

1990’s

Live At Flevo, 1990 álbum ao vivo
The Best Of Larry Norman, 1990 collection
Rough Mix 3, 1990, álbum
Stranded in Babylon, 1991 álbum
Children Of Sorrow, 1994 álbum ao vivo
Totally Unplugged, 1994 álbum ao vivo
A Moment In Time, 1994 álbum ao vivo
Footprints In The Sand, 1994 collection
Omega Europa, 1994 live álbum
Remixing This Planet, 1996 remix álbum
Gathered Moments (Somewhere In This Lifetime), 1998 collection & álbum ao vivo
Shouting In The Storm, 1998 álbum ao vivo
Breathe In, Breathe Out, 1998 álbum ao vivo
Copper Wires, 1998 álbum
Live At The Mac, 1998 álbum ao vivo
We Wish You A Larry Christmas, 1998 collection
Home Box, 1998 featuring Home at Last & Footprints In The Sand together
The Vineyard, 1999 álbum ao vivo
Rough Street Love Letter, 1999 collection
Father Touch, 1999 Phann Klubb release
The Cottage Tapes – Book One, 1999 coletânea (com participação de Randy Stonehill)

2000’s

In The Beginning, 2000 live álbum from Creation West 2000 festival
Blarney Stone, 2000 álbum
Sticks And Stones, 2000 álbum
Tourniquet, 2001 álbum
The Best Of Larry Norman, 2001 30 Year British Anniversary Tour celebration collection
The Belfast Bootlegs, 2001 live collection through the years
Agitator, 2002 “The Essential Series – CD2” collection
Collaborator, 2002 “The Essential Series – CD4” collection
Survivor, 2002 “The Essential Series – CD7” collection
Instigator, 2002 “The Essential Series – CD1” collection
Rock, Scissors et Papier, 2003 álbum
Larry Norman Presents Solid Rock Sampler 1, 2003 collection (includes other artists)
Live At Cornerstone 2001, 2003 live release
Restless In Manhattan, 2003, live álbum from the early ’70s
Invitation Only, 2003 concert goer’s release
American Roots, 2003 collection
The Very Best Of Larry Norman, 2003 collection
Road Rage, 2003 live álbum
Christmastime, 2003 Christmas álbum
The Six O’Clock News, 2004 single
Eve Of Destruction, 2004 single
Snowblind, 2004 live álbum from the 1980s
Infiltrator, 2004 “The Essential Series – CD6” collection
Liberator, 2004 “The Essential Series – CD3” collection
The Final Concert, 2004 live Final concert (maybe not!)
Sessions, 2004 medical expenses special
Heartland Junction, 2004 collection
The Norman Invasion, 2004 live 2001 tour collection
The Cottage Tapes – Book Two, 2004 collection (featuring Randy Stonehill)
Emancipator, 2004 “The Essential Series – CD7” collection
On The Prowl, 2004 live ablum from 1986
70 Miles From Lebanon, 2004 álbum ao vivo do “show final” de 2003
70 Miles From Lebanon, 2004 live DVD from 2003’s “final” show
Maximum Garden – The Anthology Series, 2004 alternate takes collection
Maximum Planet – The Anthology Series, 2004 alternate takes collection
The Very Best Of Larry Norman – Vol 2, 2004 collection
Hattem, 2005 álbum ao vivo
Face To Face, 2005 DVD ao vivo
Siege At Elsinore, 2005 álbum (não confundir com o show de junho em Salem)
Frisbee, 2005 trilha-sonora
4 Track Motorola ’66 Corolla, 2005 álbum de takes alternativos e outtakes
Live at the Elsinore, 2005 álbum ao vivo do show de junho em Salem
Dust on Rust, 2006

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Written by Cleidson Almeida

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Servo de Deus, carioca, músico, tecladista da banda Evangellic, nerd, designer, louco por games e tecnologia